Sair das Dívidas
O plano realista para retomar o controle, em quatro etapas
Um método para saber exatamente quanto você deve, a quem, a que custo, em que ordem atacar cada contrato e o que dizer quando ligar para o banco. Sem promessa de quitar tudo em trinta dias e sem oferta de crédito.
O livro está em fase final de publicação na Amazon e no Clube de Autores. Deixe seu e-mail e avisamos no dia em que estiver disponível, sem spam.
Para quem este livro foi escrito
Ele não é para quem quer investir melhor. É para quem abre a fatura com medo e precisa de um caminho que funcione com a renda que tem hoje.
Quem caiu no rotativo
Pagou o mínimo do cartão uma vez, depois outra, e viu a dívida crescer mais rápido do que o salário. O capítulo 4 mostra o porquê, com uma fatura de verdade.
Quem tem várias dívidas ao mesmo tempo
Cartão, crediário, empréstimo e cheque especial, cada um com uma data. A Parte 2 coloca tudo em fila, na ordem que custa menos.
Quem vai negociar e não sabe o que dizer
A Parte 3 entrega os três números para levar à conversa, o que exigir por escrito e o que a lei proíbe o credor de fazer.
O que você terá ao terminar a leitura
- A lista completa das suas dívidas numa única folha, com saldo, juros e parcela de cada uma.
- A fila de pagamento na ordem que custa menos, escolhida entre bola de neve e avalanche.
- O roteiro da conversa com o credor, com base no Código de Defesa do Consumidor e na Lei do Superendividamento.
- Um orçamento em cinco categorias e uma reserva no tamanho certo para não voltar ao cartão.
- A rotina de quinze minutos por mês que impede a volta das dívidas.
- Um passo concreto ao fim de cada capítulo, para fazer no mesmo dia com as ferramentas gratuitas do site.
Sumário
Quatro partes, na ordem em que funcionam na prática: mapear, priorizar, negociar e proteger.
Parte 1 · Mapear
- O tamanho real do problemaPor que a dívida parece maior ou menor do que é, e o que muda quando ela cabe numa única folha.
- Onde estão os númerosFatura, contrato, aplicativo do banco, Registrato e consulta ao CPF: como ler cada um sem se perder.
- Quanto da sua renda já tem donoComprometimento de renda, a faixa dos 30% e o que ela diz sobre o seu mês.
Parte 2 · Priorizar
- A dívida mais cara vem antes da maiorJuros compostos explicados com uma fatura de verdade.
- Bola de neve ou avalancheOs dois métodos, quando cada um funciona e por que a diferença costuma ser menor do que parece.
- O que fica fora da filaAluguel, luz, pensão e impostos: contas que não se negociam pelo custo.
- Trocar dívida cara por barataConsignado, portabilidade e empréstimo pessoal: quando ajuda e quando vira uma dívida a mais.
Parte 3 · Negociar
- Os três números antes de ligarSaldo atualizado, valor à vista e parcela que cabe.
- A conversaComo abrir abaixo do teto, onde negociar, o que exigir por escrito e como reconhecer golpe.
- Quando a conta não fecha de jeito nenhumA Lei do Superendividamento, o que ela cobre e o que não cobre.
Parte 4 · Proteger
- O orçamento que se sustentaCinco categorias, os números reais do último mês e a sobra que vira plano.
- A reserva no tamanho certoPor que ela começa pequena enquanto há dívida cara, e como cresce depois.
- Nome limpo, score e a revisão de quinze minutosO que muda depois da quitação e a rotina que impede a volta.
Leia o Capítulo 1 completo: O tamanho real do problema
Capítulo 1
O tamanho real do problema
Há uma pergunta que quase ninguém endividado consegue responder de imediato, e ela é a mais simples de todas: quanto você deve? Não é falta de inteligência nem de disciplina. É que a dívida, quando passa de um certo ponto, deixa de ser um número e vira um clima. Ela está no jeito de olhar o celular quando toca de um número desconhecido, na pausa antes de abrir o aplicativo do banco, na conta feita de cabeça no supermercado e abandonada no meio. O número em si, aquele que caberia numa linha, some debaixo de tudo isso.
Este capítulo existe para trazer o número de volta.
Comece por notar uma coisa estranha que acontece com quem está devendo há algum tempo: a dívida cresce em duas velocidades diferentes. A primeira é a dos juros, que é real e pode ser calculada. A segunda é a da imaginação, que não obedece a nenhuma taxa. Quem evita olhar a fatura por três meses não sabe se ela cresceu trinta ou trezentos por cento, e a dúvida, sem resposta, tende a assumir o pior. Por isso tanta gente relata a mesma sensação ao finalmente somar tudo: alívio. Não porque o valor seja pequeno, mas porque é um valor. Tem começo e fim. Pode ser dividido, atacado, negociado. O medo não pode.
O contrário também acontece, e é mais perigoso. Há quem conte apenas a dívida que dói, normalmente a do cartão, e esqueça o crediário da loja, o empréstimo que o cunhado avalizou, as três contas de luz atrasadas, o parcelamento do celular. Cada uma parece pequena. Somadas, elas são o motivo pelo qual o acordo do cartão, feito com tanto esforço, quebra no segundo mês: a parcela combinada não cabia, porque o resto do quadro nunca foi olhado.
A única cura para as duas distorções é a mesma: uma folha de papel, ou uma tela, com todas as dívidas na mesma lista. Não uma planilha sofisticada. Cinco colunas bastam, e é exatamente isso que você vai montar no fim deste capítulo.
As cinco colunas
A primeira coluna é o credor: a quem você deve. Escreva o nome como aparece na cobrança, porque é assim que ele vai aparecer na negociação. Uma dívida de cartão vendida para uma empresa de recuperação de crédito muda de dono, e o nome novo importa.
A segunda é o saldo devedor atualizado: quanto estão cobrando hoje, com juros e multa, não o valor original da compra ou do empréstimo. Aqui mora a primeira surpresa de muita gente, e vale enfrentá-la agora, com o número real na frente, do que descobri-la no meio de uma ligação.
A terceira é a taxa de juros ao mês. Ela está na fatura, no contrato ou no aplicativo, e o capítulo seguinte mostra onde procurar em cada caso. Se não encontrar, deixe em branco por enquanto e volte depois. Essa coluna é a que vai decidir a ordem de ataque na Parte 2, então não a preencha com um chute.
A quarta é a parcela, ou o pagamento mínimo, que você está pagando ou deveria pagar por mês. É a soma desta coluna que vai dizer quanto da sua renda já tem dono antes de o mês começar.
A quinta é a situação: em dia, atrasada, negativada ou em cobrança judicial. Ela muda a urgência e, mais adiante, a estratégia de negociação, porque uma dívida negativada há dois anos e uma parcela que venceu ontem não se negociam do mesmo jeito.
Credor, saldo, juros, parcela, situação. Nada mais por enquanto. A tentação de acrescentar colunas, cores e gráficos é grande, e costuma ser uma forma elegante de adiar o preenchimento.
Um exemplo com números de verdade
Imagine uma pessoa com renda líquida de três mil e duzentos reais. Ela tem uma fatura de cartão que ficou no rotativo com saldo de quatro mil e oitocentos reais, a doze por cento ao mês, cujo mínimo está em duzentos e oitenta reais. Tem também um crediário de loja de dois mil reais, a quatro por cento ao mês, com parcela de cento e cinquenta reais, e um empréstimo pessoal de seis mil reais, a três e meio por cento ao mês, com parcela de trezentos e vinte reais.
Antes de listar, ela dizia que devia “uns dez mil”. Na folha, deve doze mil e oitocentos. A diferença de quase três mil reais era o crediário, que ela não contava como dívida porque “é só uma parcela”. As parcelas somadas dão setecentos e cinquenta reais por mês, vinte e três por cento da renda. Ainda não é o pior cenário, e o capítulo 3 explica o que essa faixa significa. Mas repare no que a folha revelou antes de qualquer conta sofisticada: a dívida mais cara não é a maior. O cartão, com quatro mil e oitocentos, custa doze por cento ao mês; o empréstimo, com seis mil, custa três e meio. Sem a coluna dos juros, ela atacaria o empréstimo primeiro, por ser o maior, e pagaria caro por isso. Com a coluna, a ordem salta aos olhos.
Esse é o ganho da primeira etapa: não resolve nada sozinha, mas impede os erros que custam mais.
O que fazer com o que você sentir
Preencher a folha costuma provocar duas reações, e vale saber de antemão. A primeira é vergonha, principalmente na coluna do saldo atualizado, quando o número passa muito do valor original. Ela é compreensível e inútil ao mesmo tempo: nenhuma parcela foi paga com vergonha até hoje. A segunda é a vontade de resolver tudo naquela mesma noite, ligando para todos os credores de uma vez. Resista. Você ainda não sabe quanto cabe no seu bolso, e essa é a informação que o atendente mais quer que você não tenha.
A folha não é um julgamento. É um mapa. E mapa serve para escolher o caminho, o que é assunto dos próximos capítulos.
O passo de hoje
Monte a sua lista com as cinco colunas, mesmo que fique incompleta. Use um caderno, uma nota no celular ou o diagnóstico financeiro gratuito do site, que já vem com essas colunas e soma tudo na hora, sem enviar nenhum dado seu para lugar nenhum. Se faltar a taxa de juros de algum contrato, deixe em branco: o próximo capítulo mostra onde encontrá-la. O que importa hoje é que, pela primeira vez, todas as suas dívidas estejam no mesmo lugar, com um total no fim. Anote esse total. Ele vai diminuir.
Gostou? O livro continua por mais doze capítulos, cada um com um passo para fazer no mesmo dia.
Vá além do livro
O livro ensina o método. Estes são os complementos para quem quer aplicar com acompanhamento e ferramentas prontas.
Ferramentas do site
Diagnóstico financeiro, fila de dívidas, juros do cartão, simulador de negociação, comprometimento de renda, orçamento e reserva. Tudo no seu navegador, sem cadastro e sem guardar dados.
Usar as ferramentas →Plano de 30 dias
O método do livro distribuído em quatro semanas, com tarefas diárias, planilhas e roteiros de negociação prontos. Sem vídeo com rosto, no seu ritmo.
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As fichas do livro em Excel: lista de dívidas com a fila calculada, proposta de negociação, orçamento em cinco categorias e reserva. Disponível na Kiwify em breve.
Enquanto isso, use a ficha gratuita →Ficha técnica
- TítuloSair das Dívidas
- SubtítuloO plano realista para retomar o controle, em quatro etapas
- AutorEditora Alcance Objetivos
- EdiçãoNova edição, 2026
- FormatosEbook Kindle e impresso A5 (14,8 × 21 cm)
- Páginas78
- IdiomaPortuguês do Brasil
- ConteúdoEducativo, sem oferta de crédito; produzido com apoio de IA e revisado por editor humano
Perguntas frequentes
O livro promete que vou quitar tudo em um prazo?
Preciso comprar o curso ou a planilha para o livro funcionar?
Onde o livro é vendido e como funciona a devolução?
O conteúdo jurídico é confiável?
Este livro tem finalidade educativa e não substitui orientação jurídica ou financeira individual. A Editora Alcance Objetivos não vende crédito, não intermedeia negociações e não recebe comissão de instituições financeiras.